Juninho posa ao lado do empresário Wágner Ribeiro. Créditos: Arquivo Pessoal
Jogar futebol e ganhar dinheiro parece ser a fórmula de sucesso para todos os garotos que sonham em ser jogadores de futebol. Espelhado em talento como o de Neymar, que segundo pesquisa da Pluri Consultoria, é o jogador mais valioso do Brasil, avaliado em R$ 127 milhões (55 milhões de Euros), meninos iniciam a carreira nas categorias de clubes com a esperança de dar uma nova condição de vida a família, ser famoso e posar ao lado de mulheres bonitas.
A exemplo disso é o jovem Wellington Bueno. Conhecido como o novo Kaká, o meia de 15 anos, desperta interesse dos clubes e empresários, principalmente, por sua habilidade e lucratividade. Agenciado por um dos empresários mais conhecidos do Brasil, Wágner Ribeiro, a jovem promessa acumula passagens por clubes grandes como, São Paulo e Grêmio.
Natural da cidade de Bauru, interior de São Paulo, Juninho, como é prefere ser chamado, começou a jogar ainda muito pequeno. Começou treinando quando tinha apenas quatro anos na escolinha de futebol da cidade, sempre com o apoio do pai.
Atualmente ele defende a camisa do Desportivo Brasil, clube do grupo Traffic, onde é tratado como a nova promessa do futebol brasileiro. Antes de chegar ao time de Porto Feliz, o novo Kaká passou pelas categorias de base do Grêmio, onde se sagrou artilheiro, e do São Paulo.
Mas foi por acaso que Wellington entrou para o time do Grêmio. Após a participação, na última hora, na peneira do clube na cidade, com apenas dez anos, se destacou entre os atletas do ano de 92, 93 e 94. Segundo os presentes na partida, ele jogou muito com direito a assistências e gol, e foi selecionado.
Durante as idas e vindas para Porto Alegre, Wellington teve a oportunidade realizar monitoramento no São Paulo, que acontece a cada três meses. Período quando conheceu Mauro Evangelista, irmão do pentacampeão Cafu, que tratou de todas as questões burocráticas.
Como não tinham condições financeiras, Mauro foi quem viabilizou a viagem dele para a disputa de um campeonato em Saudades-SC, pelo Grêmio. Wellington foi artilheiro e destaque no tradicional Grenal. No entanto, problemas com o empresário de Porto Alegre complicou sua ida em definitivo para o Tricolor Gaúcho.
Foi quando surgiu o Pita, ex-Santos e São Paulo, e diretor da categoria de base do Desportivo Brasil. Ele foi até Bauru, viu o futebol de Wellington e se impressionou. Após conversas com o pai do garoto, o negocio foi fechado.
No Desportivo Brasil, Wellington Bueno conheceu o atual empresário Wágner Ribeiro. Tirou referências e despertou interesse em ser agenciador do garoto.
- Quando entrei no escritório do Wágner pela primeira vez, ele disse, ‘Nossa, parece que estou vendo o pai do Kaká e o Kaká entrando no meu escritório novamente’ – contou.
Mas o por que de ser chamado como novo Kaká? Ah isso é fácil e o próprio Wellington faz questão de explicar.
- Tenho muita explosão nas partidas com a bola e jogo muito de cabeça, com inteligência e cabeça erguida – justificou.
O resta a torcida brasileira é torcer para os jovens atletas como ele, seja revelado e tenha futuro no futebol brasileiro. E que empresários e clubes pensem na carreira das jovens promessas e saiba aproveitá-las de uma maneira saudável para o futebol brasileiro cresça ainda mais.
O caminho para se tornar jogador profissional, entretanto, está longe de ser um caminho fácil. Apenas uma pequena parcela consegue sobreviver do futebol. De acordo com o empresário Anselmo Paiva, menos de 10% deles dão certo na profissão. Outros Wellington's, Juninho's ou Kaká's continuam tentando.









